Catarina Vargues Conceição – Psicóloga Clínica


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Resistência

As resistências em procurar apoio psicológico.

Procurar apoio psicológico é difícil. Pode ser difícil.

Há os que pensam que a consulta de psicologia é para os “malucos”.

Outros ainda pensam que a psicologia não tem nada para lhes “oferecer”, pois as vivências com as quais se deparam “não são assim tão graves” e que “existem coisas piores”.

Por vezes são as nossas referências, a forma como fomos aprendendo a olhar o mundo, a vivência do que pode ser o bem-estar e o mal-estar.

Por vezes, não queremos mudar, não nos queremos conhecer (mais), ou temos medo.

Todas estas experiências fazem parte da natureza do ser humano.

E é também nessas experiências que a psicologia clínica pode ajudar.

Procurar apoio é difícil. Pode ser difícil.

E não procurar?


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Stress e ansiedade, para que vos quero?

O stress e a ansiedade estão presentes, ou mais ou menos, em algum momento, na vida de todas as pessoas.

Pode ser o stress laboral ou familiar, podem ser as preocupações e a ansiedade face ao futuro. Todas elas podem ainda misturar-se e interagir num todo, muitas vezes difícil de gerir.

Por vezes, precisamos de ajuda. 

E podemos encontrá-la.

Dinâmica de grupo – STRESS E ANSIEDADE, para que vos quero?

Saiba mais em Grupo Stress/Ansiedade

INSCREVA-SE p/ catarina.conceicao@clinicadashoras.pt 

 


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Consumo excessivo

Vivemos na era do consumo e, por vezes, nem nos apercebemos como este pode ser fácil e instantâneo.

No entanto, quando excessivo, o consumo pode desvendar a carência de alguns alimentos psicológicos importantes.

O acto de adquirir bens, ou mais ou menos úteis, mas em excesso para as reais necessidades, leva-nos muitas vezes à acumulação, “enchendo-nos” de coisas, objectos que cumprem o propósito inicial de nos proporcionar prazer.

Não raras vezes, este prazer dá lugar ao consumo repetido, perante a dificuldade em impor limites ou, mesmo, perante a ausência de vontade para fazê-lo.

Os consumos excessivos, em frequência e quantidade, estão frequentemente associados a vivências de ansiedade, dor ou vazio emocional.

O adquirir pode ser uma forma de estimulação que, contudo, pode também dar lugar à culpa e à frustração, à manutenção da ansiedade ou dor.

Nestas, e noutras situações em que nos voltamos para o exterior, o mundo interno continua à nossa espera. Os nossos pensamentos e emoções.

Quando assim é, nem sempre é fácil fazer o movimento de regresso ao interior, ao ser e ao criar, estabelecendo limites ao ter.

Saiba por isso que um Psicólogo o pode ajudar a criar caminhos de volta até si.


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Stress

O stress está nos afazeres do dia a dia, nas expectativas e planificações, na gestão e no contra-relógio.

Quando assim é, sentimo-nos como que carentes de alguns alimentos psicológicos importantes.

Quando uma determinada situação nos parece mais exigente, em tempo ou competências, do que a resposta que julgamos poder dar, sentimo-nos stressados.

Muitas vezes esta experiência surge porque nos sentimos assoberbados com demasiadas tarefas. Outras vezes porque julgamos a situação como mais ameaçadora do que, depois, esta se revela.

Nestas situações, podem estar em falta vários alimentos psicológicos, como o tempo para si, a segurança, os limites e a negociação com os outros.

Por vezes, a experiência de stress é pontual, podendo no entanto e outras vezes tornar-se frequente e corrosiva do nosso bem-estar.

Quando assim é, é importante a tomada de consciência dos alimentos que necessitamos e faltam, de momento, no nosso “prato”.

Na composição deste “prato”, é importante introduzir ou reforçar alimentos em quantidade e qualidade adequadas a si. 

No entretanto da correria dos dias, também a consciência e a reflexão podem parecer difíceis de conciliar ou dolorosas de pensar.

Saiba por isso que um Psicólogo Clínico o pode acompanhar nessa jornada de ponderação e tempo de respiração.

 


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Passividade

Escrevo aqui sobre passividade como um conjunto de pensamentos, emoções e comportamentos que colocam a tónica, a responsabilidade, o controlo ou a tomada de decisão no lado do(s) outro(s).

Dito de outra forma, a passividade pode passar por adoptarmos uma posição de submissão ou de falta de iniciativa, actividade ou autonomia.

Sobretudo quando sistemática, a passividade pode tornar-se inimiga de quem a pratica, contribuindo para padrões relacionais não saudáveis ou boicotando projectos profissionais.

Neste sentido, a passividade traz à tona a carência de alguns alimentos psicológicos importantes.

A boa notícia é a possibilidade de mudarmos as nossas tendências de acção, a favor do nosso bem-estar, alimentando-nos de alimentos nutritivos como a auto-eficácia, a auto-crítica construtiva, a auto-afirmação e a autonomia.

A tomada de consciência é assim sendo crucial para a mudança, bem como a motivação para o fazer.

Se tiver dúvidas quanto à sua postura, se tende ou não a ser passiva, talvez estas questões o possam, de alguma forma, ajudar a reflectir:

Os outros tendem a decidir por mim? Costumo desresponsabilizar-me pelas minhas coisas, atribuindo os resultados aos outros ou ao mundo? Por norma, duvido da minha capacidade para fazer o que preciso, não agindo, ou deixando para outros? 

Se quer mudar alguns comportamentos que o têm limitado, e gostaria de apoio neste processo, saiba que um Psicólogo o pode ajudar.


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Vazio existencial

O vazio existencial é, muitas vezes, vivido como um sentimento difuso de esvaziamento da vida e de desconexão com o mundo.

Esta desconexão com o mundo é também um desligamento de si para si, podendo ser visto como um sinal de desnutrição psicológica, em que se dá a falta de alguns alimentos vitais.

O vazio existencial encerra um conjunto de sensações e pensamentos envolvidos em angústia, podendo inclusive estar associado a experiências de depressão.

De uma forma ou de outra, é certo que este vazio se torna fonte de inquietação e questionamento, muitas vezes, do sentido da vida.

Questionamentos como este podem tornar-se dolorosos e fazer crescer o sentimento de desamparo perante o mundo e o futuro.

É, contudo, possível construir um sentido, cultivando e enriquecendo a vida com alimentos vitais que contribuam para equilibrar e ultrapassar momentos mais dolorosos e nublados. Como a proximidade e a pertença, a persecução de objectivos realistas, e a auto-aceitação e compaixão.

Por vezes este questionamento é muito profundo, sendo importante apoio profissional na construção de um propósito e segurança individuais.

Quando assim é, um Psicólogo Clínico pode ajudar e acompanhar este processo de nutrição.


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Procrastinação

Entre a gestão do tempo, das tarefas e da motivação, muitas vezes surge a procrastinação.

Procrastinar é adiar tarefas importantes, secundarizá-las em prol de outras.

Quando este adiar se torna frequente, a procrastinação pode comprometer os objectivos e metas pessoais/profissionais, acabando por alimentar algumas carências ao nível da auto-estima e da auto-eficácia.

O adiar constante das tarefas pode manifestar-se por diferentes motivos, entre eles a tendência para estabelecer ideais perfeccionistas e o medo de falhar ou não ser suficientemente bom.

Na realidade, estas expectativas e medos desajustados tendem a bloquear e a desmotivar, associando-se frequentemente à ansiedade.

Entre a procrastinação e a ansiedade de desempenho já não sabemos onde começou um e começou o outro, sendo muitas vezes importante o apoio de um profissional.

Quando assim é, saiba que um Psicólogo Clínico o pode ajudar a conquistar uma maior flexibilidade, controlo e segurança em si.