Catarina Vargues Conceição – Psicóloga Clínica


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Aqui e Agora

É incrível a facilidade com que nos dispersamos nos nossos caminhos diários, tendencialmente rotineiros, pensando sobre as mais diversas questões.

Aquele percurso, aquela tarefa, aquela acção repetidos centenas de vezes, todos os dias, todas as semanas, como se já o(a)s soubéssemos de cor.

O nosso funcionamento automático sabe-o de cor, poupando-nos algumas chatices, e então reunimos recursos para ir pensando outras coisas enquanto funcionamos em piloto automático.

Há qualquer coisa de eficiente nisto, talvez, às vezes, mas…e se não for?

E se parássemos um pouco?

E se parássemos para reparar, observar mais aquele percurso tantas vezes repetido e, talvez, pouco usufruído?

É tão incrível a facilidade com que nos deixamos guiar por automatismos aprendidos que muitas vezes, muito tempo depois, reparamos naquele pormenor, naquele detalhe que nunca tínhamos visto.

Até nos perguntamos: Mas aquilo já estava ali?!

Grande parte das vezes, a resposta é Sim, já estava.

Mas para estar lá (para Mim), é preciso que Eu veja.

Que Eu pare e Me permita ver o Aqui e Agora.

Experienciar  a vida no aqui e agora é uma forma de cuidar (mais) de si.

Comece agora! 


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Regresso, rotina e mudança

O regresso pós-férias é, para muitos, um tempo de reorganização e de planos renovados.

Chegado este período, há um retorno aos chamados compromissos e às rotinas, por vezes reinventadas, outras vezes mantidas de forma familiar e desejável.

No entanto, nem sempre este regresso é sentido como acessível. Com ele, há muitas vezes a percepção de que voltam assuntos por resolver ou que estes se agudizaram nas férias, ou ainda que a energia recuperada se esgota rapidamente.

Muitas vezes o regresso aos compromissos é também o regresso ao Eu do dia-a-dia. Ao Eu que pode ser reinventado, ou não, sob a forma de mudanças desejadas nas rotinas, nos planos e nas concretizações.

Frequentemente, queremos mudar, mas não sabemos como começar ou podemos até sentir que um ‘pé’ quer mudar e outro não quer.

Na rotina ou na mudança, a questão é: Quão comprometido está consigo mesmo?

Nestas situações, saiba que um Psicólogo o pode ajudar.


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Afecto

Quer se celebre ou não o dia dos namorados, este pode ser um dia para assinalar a importância do afecto nas relações interpessoais e, em particular, nas relações conjugais.

E mais do que assinalá-lo hoje, neste dia, porque não comemorá-lo sempre, um pouco todos os dias, em pequenos gestos e expressões claras de cuidado?

O afecto é um alimento vital à saúde psicológica. Desde cedo aprendemos o que é o afecto, sentindo-o e expressando-o.

Já mais tarde, vamos sentir e expressar afecto nas relações de namoro/casal.

Nas rotinas e automatismos do dia a dia, nem sempre nos parece fácil, ou nos lembramos de celebrar as relações.

No entanto, também estamos a fazê-lo quando nos colocamos no lugar do outro, quando escutamos com atenção plena o que nos diz ou quando usufruímos de tempo de qualidade em conjunto.

Entre os desafios inerentes a todas as relações, e também às relações amorosas, o afecto funciona como uma pedra basilar na qual também assentam o respeito e a compreensão.

Celebrar o afecto pode passar por celebrar o aqui e agora, estando plena e autenticamente no momento presente.


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Ano Novo

Na primeira semana do ano ouvem-se resoluções, estabelecem-se objectivos e traçam-se planos.

Quantos destes planos permanecem sob a forma de concretizações?

Depende de si!

Se o início de cada ano novo fosse uma mesa grande onde se juntam todos os pratos que quer servir, que pratos seriam esses?

O que é que precisaria para poder concretizá-los? Que ingredientes?

Que passos precisaria dar para confecciona-los?

Por fim, como poderia aprender com a sua confecção?

Dos planos às concretizações há um lugar vazio que muitas vezes se abre quando não pensamos nos passos necessários, de forma realista.

A par destes passos e após ou durante a concretização uma reflexão construtiva é vital, proporcionando aprendizagens.

Se o início deste novo ano for uma mesa com vários pratos, vários poderão ser servidos de acordo com os diferentes momentos e circunstâncias.

Se tiver dificuldade em levar a cabo os seus planos ou em identificar os pratos que precisa em cada momento, conte com o apoio de um Psicólogo.

 Votos de um Ano Novo repleto de “pratos” psicológicos nutritivos! 


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Prato de Natal

Por ser uma época em que harmonias e desarmonias se encontram, o Natal requer um olhar especial.

Como cuidar da sua saúde psicológica neste Natal?

Entre partilha, (re)união, alegria e surpresa, há também muitas vivências de dor, nostalgia e saudade que se juntam.

Um dos pratos indispensáveis neste Natal, e porque não todo o ano, em quaisquer circunstâncias, é a estima.

A estima, o apreço e a tolerância com os outros, os que lhe são próximos e, porque não, pelos que não são tanto assim.

A estima e cuidado consigo próprio, em colheradas generosas de aceitação, espaço e tempo para ser e estar.

Muitas vezes, este e outros pratos importantes são esquecidos durante o ano.

Porque não fazer deste Natal o início ou reforço de uma rotina saudável?

Feliz Natal!


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Recomeçar

Agora que muitos regressam ao activo, é tempo de recomeçar. 

Recomeçar rotinas, alinhar planos, concretizar decisões. Começando de novo, não necessariamente de forma igual.

Será então importante relembrar, nesta nova etapa, alguns alimentos nutritivos como a flexibilidade, a motivação e a auto-eficácia.

Ao introduzir estes alimentos psicológicos no seu “prato”, estará a nutrir-se, ajudando-se nesta transição entre o período de férias e o período activo.

Outras etapas ou transições podem surgir, lembrando também que os recomeços podem versar sobre diferentes temáticas e ter início em diferentes momentos.

Como este, Agora.

Estes recomeços podem ser tão libertadores quanto dolorosos, exigindo uma boa dose de compaixão e auto-aceitação.

Se lhe for difícil nutrir-se ou dar início a uma nova etapa da sua vida, saiba que um Psicólogo Clínico pode acompanhá-lo desde o primeiro passo.


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Férias

Nesta época do ano em que muitos estão de férias, há certos alimentos psicológicos que adquirem uma relevância extra.

Alimentos como o tempo para si, o estar no momento ou a pertença.

Aproveite as férias para fruir esse tempo de maior lazer, tranquilidade e também de maior plenitude na experiência do dia a dia.

Apesar destes alimentos serem importantes todo o ano, esta poderá ser uma época em que está mais disponível para ensaiar pratos (mais) nutritivos, ajustados às suas necessidades.

Pratos que possa, depois, levar para o regresso ao activo, integrando como estilo de vida certos alimentos psicológicos esquecidos ou desvalorizados.

Por vezes, surge a dificuldade em sair do burburinho ou em lidar com as fontes de stress, em período de trabalho ou mesmo na época de férias.

Quando assim é,  saiba que um Psicólogo Clínico o pode ajudar.