Catarina Vargues Conceição – Psicóloga Clínica


Deixe um comentário

Stress

O stress está nos afazeres do dia a dia, nas expectativas e planificações, na gestão e no contra-relógio.

Quando assim é, sentimo-nos como que carentes de alguns alimentos psicológicos importantes.

Quando uma determinada situação nos parece mais exigente, em tempo ou competências, do que a resposta que julgamos poder dar, sentimo-nos stressados.

Muitas vezes esta experiência surge porque nos sentimos assoberbados com demasiadas tarefas. Outras vezes porque julgamos a situação como mais ameaçadora do que, depois, esta se revela.

Nestas situações, podem estar em falta vários alimentos psicológicos, como o tempo para si, a segurança, os limites e a negociação com os outros.

Por vezes, a experiência de stress é pontual, podendo no entanto e outras vezes tornar-se frequente e corrosiva do nosso bem-estar.

Quando assim é, é importante a tomada de consciência dos alimentos que necessitamos e faltam, de momento, no nosso “prato”.

Na composição deste “prato”, é importante introduzir ou reforçar alimentos em quantidade e qualidade adequadas a si. 

No entretanto da correria dos dias, também a consciência e a reflexão podem parecer difíceis de conciliar ou dolorosas de pensar.

Saiba por isso que um Psicólogo Clínico o pode acompanhar nessa jornada de ponderação e tempo de respiração.

 


Deixe um comentário

Afecto

Quer se celebre ou não o dia dos namorados, este pode ser um dia para assinalar a importância do afecto nas relações interpessoais e, em particular, nas relações conjugais.

E mais do que assinalá-lo hoje, neste dia, porque não comemorá-lo sempre, um pouco todos os dias, em pequenos gestos e expressões claras de cuidado?

O afecto é um alimento vital à saúde psicológica. Desde cedo aprendemos o que é o afecto, sentindo-o e expressando-o.

Já mais tarde, vamos sentir e expressar afecto nas relações de namoro/casal.

Nas rotinas e automatismos do dia a dia, nem sempre nos parece fácil, ou nos lembramos de celebrar as relações.

No entanto, também estamos a fazê-lo quando nos colocamos no lugar do outro, quando escutamos com atenção plena o que nos diz ou quando usufruímos de tempo de qualidade em conjunto.

Entre os desafios inerentes a todas as relações, e também às relações amorosas, o afecto funciona como uma pedra basilar na qual também assentam o respeito e a compreensão.

Celebrar o afecto pode passar por celebrar o aqui e agora, estando plena e autenticamente no momento presente.


Deixe um comentário

Passividade

Escrevo aqui sobre passividade como um conjunto de pensamentos, emoções e comportamentos que colocam a tónica, a responsabilidade, o controlo ou a tomada de decisão no lado do(s) outro(s).

Dito de outra forma, a passividade pode passar por adoptarmos uma posição de submissão ou de falta de iniciativa, actividade ou autonomia.

Sobretudo quando sistemática, a passividade pode tornar-se inimiga de quem a pratica, contribuindo para padrões relacionais não saudáveis ou boicotando projectos profissionais.

Neste sentido, a passividade traz à tona a carência de alguns alimentos psicológicos importantes.

A boa notícia é a possibilidade de mudarmos as nossas tendências de acção, a favor do nosso bem-estar, alimentando-nos de alimentos nutritivos como a auto-eficácia, a auto-crítica construtiva, a auto-afirmação e a autonomia.

A tomada de consciência é assim sendo crucial para a mudança, bem como a motivação para o fazer.

Se tiver dúvidas quanto à sua postura, se tende ou não a ser passiva, talvez estas questões o possam, de alguma forma, ajudar a reflectir:

Os outros tendem a decidir por mim? Costumo desresponsabilizar-me pelas minhas coisas, atribuindo os resultados aos outros ou ao mundo? Por norma, duvido da minha capacidade para fazer o que preciso, não agindo, ou deixando para outros? 

Se quer mudar alguns comportamentos que o têm limitado, e gostaria de apoio neste processo, saiba que um Psicólogo o pode ajudar.


Deixe um comentário

Ano Novo

Na primeira semana do ano ouvem-se resoluções, estabelecem-se objectivos e traçam-se planos.

Quantos destes planos permanecem sob a forma de concretizações?

Depende de si!

Se o início de cada ano novo fosse uma mesa grande onde se juntam todos os pratos que quer servir, que pratos seriam esses?

O que é que precisaria para poder concretizá-los? Que ingredientes?

Que passos precisaria dar para confecciona-los?

Por fim, como poderia aprender com a sua confecção?

Dos planos às concretizações há um lugar vazio que muitas vezes se abre quando não pensamos nos passos necessários, de forma realista.

A par destes passos e após ou durante a concretização uma reflexão construtiva é vital, proporcionando aprendizagens.

Se o início deste novo ano for uma mesa com vários pratos, vários poderão ser servidos de acordo com os diferentes momentos e circunstâncias.

Se tiver dificuldade em levar a cabo os seus planos ou em identificar os pratos que precisa em cada momento, conte com o apoio de um Psicólogo.

 Votos de um Ano Novo repleto de “pratos” psicológicos nutritivos! 


Deixe um comentário

Prato de Natal

Por ser uma época em que harmonias e desarmonias se encontram, o Natal requer um olhar especial.

Como cuidar da sua saúde psicológica neste Natal?

Entre partilha, (re)união, alegria e surpresa, há também muitas vivências de dor, nostalgia e saudade que se juntam.

Um dos pratos indispensáveis neste Natal, e porque não todo o ano, em quaisquer circunstâncias, é a estima.

A estima, o apreço e a tolerância com os outros, os que lhe são próximos e, porque não, pelos que não são tanto assim.

A estima e cuidado consigo próprio, em colheradas generosas de aceitação, espaço e tempo para ser e estar.

Muitas vezes, este e outros pratos importantes são esquecidos durante o ano.

Porque não fazer deste Natal o início ou reforço de uma rotina saudável?

Feliz Natal!


Deixe um comentário

Autoconhecimento

O autoconhecimento é um alimento vital em qualquer “prato”.

É altamente nutritivo, ajudando-nos a suprir carências ou a dosear nutrientes psicológicos relevantes.

Quando nos conhecemos, a cada dia um pouco melhor, estamos mais capazes de escolher e decidir de acordo com as nossas preferências.

Estamos também mais capazes de identificar as nossas necessidades, em cada momento, e agir em congruência.

Por vezes, este agir pode passar por parar um pouco, respirar mais, limitar tempos para expandir outros.

O autoconhecimento pode ser tomado um pouco todos os dias, na reflexão sobre o modo como funcionamos e como este revela ou não a nossa autenticidade.

Há momentos em que a dose do autoconhecimento pode parecer excessiva e não sabemos o que fazer com ela.

Nem sempre é fácil permitirmo-nos a esta descoberta ou lidarmos com o que ela nos revela. O que de nós revelamos.

Contudo, é possível aprender a gerir o autoconhecimento, com o que de cativante e doloroso possa ter.

Saiba por isso que um Psicólogo Clínico o pode acompanhar nesta viagem nutritiva rumo ao seu interior.


Deixe um comentário

Vazio existencial

O vazio existencial é, muitas vezes, vivido como um sentimento difuso de esvaziamento da vida e de desconexão com o mundo.

Esta desconexão com o mundo é também um desligamento de si para si, podendo ser visto como um sinal de desnutrição psicológica, em que se dá a falta de alguns alimentos vitais.

O vazio existencial encerra um conjunto de sensações e pensamentos envolvidos em angústia, podendo inclusive estar associado a experiências de depressão.

De uma forma ou de outra, é certo que este vazio se torna fonte de inquietação e questionamento, muitas vezes, do sentido da vida.

Questionamentos como este podem tornar-se dolorosos e fazer crescer o sentimento de desamparo perante o mundo e o futuro.

É, contudo, possível construir um sentido, cultivando e enriquecendo a vida com alimentos vitais que contribuam para equilibrar e ultrapassar momentos mais dolorosos e nublados. Como a proximidade e a pertença, a persecução de objectivos realistas, e a auto-aceitação e compaixão.

Por vezes este questionamento é muito profundo, sendo importante apoio profissional na construção de um propósito e segurança individuais.

Quando assim é, um Psicólogo Clínico pode ajudar e acompanhar este processo de nutrição.