Catarina Vargues Conceição – Psicóloga Clínica


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Passividade

Escrevo aqui sobre passividade como um conjunto de pensamentos, emoções e comportamentos que colocam a tónica, a responsabilidade, o controlo ou a tomada de decisão no lado do(s) outro(s).

Dito de outra forma, a passividade pode passar por adoptarmos uma posição de submissão ou de falta de iniciativa, actividade ou autonomia.

Sobretudo quando sistemática, a passividade pode tornar-se inimiga de quem a pratica, contribuindo para padrões relacionais não saudáveis ou boicotando projectos profissionais.

Neste sentido, a passividade traz à tona a carência de alguns alimentos psicológicos importantes.

A boa notícia é a possibilidade de mudarmos as nossas tendências de acção, a favor do nosso bem-estar, alimentando-nos de alimentos nutritivos como a auto-eficácia, a auto-crítica construtiva, a auto-afirmação e a autonomia.

A tomada de consciência é assim sendo crucial para a mudança, bem como a motivação para o fazer.

Se tiver dúvidas quanto à sua postura, se tende ou não a ser passiva, talvez estas questões o possam, de alguma forma, ajudar a reflectir:

Os outros tendem a decidir por mim? Costumo desresponsabilizar-me pelas minhas coisas, atribuindo os resultados aos outros ou ao mundo? Por norma, duvido da minha capacidade para fazer o que preciso, não agindo, ou deixando para outros? 

Se quer mudar alguns comportamentos que o têm limitado, e gostaria de apoio neste processo, saiba que um Psicólogo o pode ajudar.


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Ano Novo

Na primeira semana do ano ouvem-se resoluções, estabelecem-se objectivos e traçam-se planos.

Quantos destes planos permanecem sob a forma de concretizações?

Depende de si!

Se o início de cada ano novo fosse uma mesa grande onde se juntam todos os pratos que quer servir, que pratos seriam esses?

O que é que precisaria para poder concretizá-los? Que ingredientes?

Que passos precisaria dar para confecciona-los?

Por fim, como poderia aprender com a sua confecção?

Dos planos às concretizações há um lugar vazio que muitas vezes se abre quando não pensamos nos passos necessários, de forma realista.

A par destes passos e após ou durante a concretização uma reflexão construtiva é vital, proporcionando aprendizagens.

Se o início deste novo ano for uma mesa com vários pratos, vários poderão ser servidos de acordo com os diferentes momentos e circunstâncias.

Se tiver dificuldade em levar a cabo os seus planos ou em identificar os pratos que precisa em cada momento, conte com o apoio de um Psicólogo.

 Votos de um Ano Novo repleto de “pratos” psicológicos nutritivos! 


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Prato de Natal

Por ser uma época em que harmonias e desarmonias se encontram, o Natal requer um olhar especial.

Como cuidar da sua saúde psicológica neste Natal?

Entre partilha, (re)união, alegria e surpresa, há também muitas vivências de dor, nostalgia e saudade que se juntam.

Um dos pratos indispensáveis neste Natal, e porque não todo o ano, em quaisquer circunstâncias, é a estima.

A estima, o apreço e a tolerância com os outros, os que lhe são próximos e, porque não, pelos que não são tanto assim.

A estima e cuidado consigo próprio, em colheradas generosas de aceitação, espaço e tempo para ser e estar.

Muitas vezes, este e outros pratos importantes são esquecidos durante o ano.

Porque não fazer deste Natal o início ou reforço de uma rotina saudável?

Feliz Natal!


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Autoconhecimento

O autoconhecimento é um alimento vital em qualquer “prato”.

É altamente nutritivo, ajudando-nos a suprir carências ou a dosear nutrientes psicológicos relevantes.

Quando nos conhecemos, a cada dia um pouco melhor, estamos mais capazes de escolher e decidir de acordo com as nossas preferências.

Estamos também mais capazes de identificar as nossas necessidades, em cada momento, e agir em congruência.

Por vezes, este agir pode passar por parar um pouco, respirar mais, limitar tempos para expandir outros.

O autoconhecimento pode ser tomado um pouco todos os dias, na reflexão sobre o modo como funcionamos e como este revela ou não a nossa autenticidade.

Há momentos em que a dose do autoconhecimento pode parecer excessiva e não sabemos o que fazer com ela.

Nem sempre é fácil permitirmo-nos a esta descoberta ou lidarmos com o que ela nos revela. O que de nós revelamos.

Contudo, é possível aprender a gerir o autoconhecimento, com o que de cativante e doloroso possa ter.

Saiba por isso que um Psicólogo Clínico o pode acompanhar nesta viagem nutritiva rumo ao seu interior.


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Vazio existencial

O vazio existencial é, muitas vezes, vivido como um sentimento difuso de esvaziamento da vida e de desconexão com o mundo.

Esta desconexão com o mundo é também um desligamento de si para si, podendo ser visto como um sinal de desnutrição psicológica, em que se dá a falta de alguns alimentos vitais.

O vazio existencial encerra um conjunto de sensações e pensamentos envolvidos em angústia, podendo inclusive estar associado a experiências de depressão.

De uma forma ou de outra, é certo que este vazio se torna fonte de inquietação e questionamento, muitas vezes, do sentido da vida.

Questionamentos como este podem tornar-se dolorosos e fazer crescer o sentimento de desamparo perante o mundo e o futuro.

É, contudo, possível construir um sentido, cultivando e enriquecendo a vida com alimentos vitais que contribuam para equilibrar e ultrapassar momentos mais dolorosos e nublados. Como a proximidade e a pertença, a persecução de objectivos realistas, e a auto-aceitação e compaixão.

Por vezes este questionamento é muito profundo, sendo importante apoio profissional na construção de um propósito e segurança individuais.

Quando assim é, um Psicólogo Clínico pode ajudar e acompanhar este processo de nutrição.


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Autenticidade

A autenticidade é um alimento psicológico vital.

Ser autêntico é apropriar-se de si, aceitando a vulnerabilidade e a resiliência, considerando o todo que contém partes mais frágeis e outras mais fortes.

Pelo medo da crítica, podemos muitas vezes abdicar de algumas partes de nós, abdicando também um pouco desta autenticidade.

Também a necessidade de agradar os outros ou a nós próprios, através de ideais demasiado austeros, pode levar-nos a desempenhar um papel que não corresponde ao verdadeiro Eu, às motivações e preferências reais.

Gradualmente, esta forma de agir torna-se geradora de desconforto na forma como nos vemos e nos relacionamos. Quando nos distanciamos do nosso Eu, distanciamo-nos das nossas necessidades.

A autenticidade aprende-se e flui, quando aprendemos a escutar e a cuidar das nossas necessidades.

Cuide de si, permitindo-se ser quem é, sabendo também que um Psicólogo Clínico o pode ajudar nesta redescoberta.


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Limites

Os limites são alimentos indispensáveis à saúde psicológica.

Estabelecer limites na relação consigo próprio e com os outros é praticar o seu bem-estar e o bem-estar das suas relações, sejam elas familiares, conjugais, laborais ou de amizade.

Quando estes limites não são estabelecidos, não temos um referencial que nos ajude a pensar quem sou Eu, quem é o Outro.

Não sabemos quando ou como nos permitir um tempo a sós ou, por outro lado, quando procurar a proximidade e a partilha com os outros.

Estes limites, com os outros e de si para si, podem ser muito ténues, mas nem por isso menos importantes.

Quando não os estabelecemos, podemos tornar-nos demasiado passivos ou permissivos, ter dificuldade em dizer que não, em preservar e garantir o direito de sermos diferentes do Outro.

Se já deu por si a abdicar demasiadas vezes do seu tempo, espaço, voz ou preferências é possível que necessite de reforçar este alimento na sua vida.

Ou mesmo se sentir que não o tratam com o devido respeito ou não o levam a sério.

Nem sempre é fácil estabelecer limites, mas é possível.

Um Psicólogo Clínico pode orientá-lo e acompanhá-lo nesta aprendizagem, que o ajudará a sentir-se mais fiel a si mesmo e mais satisfeito nas suas relações.