Catarina Vargues Conceição – Psicóloga Clínica


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Auto-estima

A auto-estima é um alimento vital para a manutenção da saúde psicológica. A auto-estima está relacionada com o modo como nos vemos e nos apreciamos.

Alimentar-se de auto-estima é tão vital como beber água ou ter um agasalho quando está frio. Desde cedo que ouvimos que é necessário gostarmos de nos próprios. Contudo, muitas vezes, a sua presença é descurada.

Pode ser descurada em parte porque não existe (ainda) a consciência de uma voz auto-crítica severa e intransigente. Ou de uma voz crítica também ela severa da parte de outros.

A voz da auto-estima funciona então como um alimento altamente nutritivo que permite estabilizar e neutralizar excessos.

Em jeito de composição do seu prato, a questão será então: Que quantidade de auto-estima coloca nas suas refeições diárias?

Que outros alimentos associa a este? Poderá ser importante associar alimentos como uma auto-crítica mais ponderada e menos severa, a flexibilidade e a auto-aceitação.

E de que forma pode potenciar a presença deste alimento no seu dia a dia?

Por diversas ordens de razão, pode tornar-se difícil dar voz à sua auto-estima e colocá-la em prática. Quando assim é, um Psicólogo Clínico pode ajudá-lo a recuperar ou construir uma auto-estima mais sólida e presente.


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Segurança

De volta à roda dos alimentos psicológica, a percepção de segurança é um dos seus alimentos fundamentais.

A segurança de um lugar caloroso e tranquilo, onde seja possível descansar o stress e a ansiedade.

O stress de fazer face às exigências auto-impostas ou às exigências impostas pelos outros. 

O medo de errar ou de não ser perfeito no trabalho ou nas relações pessoais.

A ansiedade de não ser aceite ou de não corresponder às expectativas dos outros.

O lugar seguro dentro de si, na auto-aceitação e auto-cuidado praticados, permite a experiência de segurança psicológica e de tranquilidade.

Na medida em que a aceitação activa de si e a auto-estima forem parte integrante de um “prato” nutritivo, estará a alimentar a auto-confiança, a percepção de controlo e a auto-afirmação na liberdade de ser.

Nem sempre este lugar caloroso e seguro parece existir ou estar perto o suficiente. Contudo, é possível aproximar-se dele, aproximando-se de si, das suas fragilidades e recursos.

Saiba por isso que um Psicólogo Clínico pode acompanhá-lo nesta trajectória de construção e aproximação de si.


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Auto-crítica construtiva

Da mesma forma que, regra geral, tendemos a preparar o nosso prato com mais do que um alimento, também na alimentação psicológica necessitamos de dar sentido à importância da auto-estima e da auto-afirmação, adicionando outros alimentos psicológicos.

Desta forma, conseguimos uma refeição mais completa e equilibrada.

Um desses alimentos é a capacidade de auto-avaliação, crítica e reflexão.

Se por um lado é importante sermos capazes de nos avaliar e criticar, por outro lado é importante fazê-lo de uma forma que seja construtiva da nossa mudança e evolução.

Muitas vezes há a tendência para confundirmos auto-avaliação e auto-crítica com auto-destruição.

Quando destruímos, podemos desenvolver mudança, mas provavelmente não a mudança que realmente pretendemos.

É possível praticar a avaliação e crítica de si mesmo sem colocar à “beira do prato” o seu valor pessoal e a aceitação activa de si.

Pode tomar a liberdade de escolher estimar-se, identificando e categorizando as suas dificuldades ou aspectos a melhorar enquanto peças a trabalhar.

Desta forma, está a criticar-se construtivamente e pode mobilizar-se para fazer diferente ao encontro dos seus objectivos pessoais.

Entretanto, usufrua do seu direito de errar ou ter dificuldades, aceitando-se como (humano que) é.

Para aprofundar a leitura sobre a Auto-crítica construtiva, visite: 

Enciclopédia Knoow.net – Psicologia – autocrítica


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Auto-cuidado

E se houvesse uma roda dos alimentos psicológica?

Se houvesse uma roda dos alimentos psicológica, o auto-cuidado deveria figurar e ser tomado em várias porções diárias.

Na realidade, se por um lado é habitual falar-se dele, por outro lado parece ser bastante negligenciado. Afinal, o que é o auto-cuidado?

Por ser uma expressão abrangente, a noção de auto-cuidado pode remeter para uma série de imagens, inclusive de cuidado físico. Contudo, para além do cuidado físico, podemos aprender o cuidado psicológico.

O auto-cuidado psicológico pode passar por tomar atenção às suas emoções e necessidades em cada momento, ao perguntar-se: O que é que Eu preciso neste momento?

Está relacionado com a auto-estima, ou seja, com o valor que intrinsecamente atribuímos a nós próprios.

Quando não nos estimamos e respeitamos, tendemos a não cuidar de nós (psicologicamente e não só).

Pode escolher cuidar de si, porção a porção, todos os dias, reconhecendo e afirmando as suas necessidades.

Por vezes, por diversas ordens de razão, pode tornar-se difícil fazê-lo e, quando assim é, pode ser útil o recurso à Psicologia Clínica.