Catarina Vargues Conceição – Psicóloga Clínica


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Procrastinação

Entre a gestão do tempo, das tarefas e da motivação, muitas vezes surge a procrastinação.

Procrastinar é adiar tarefas importantes, secundarizá-las em prol de outras.

Quando este adiar se torna frequente, a procrastinação pode comprometer os objectivos e metas pessoais/profissionais, acabando por alimentar algumas carências ao nível da auto-estima e da auto-eficácia.

O adiar constante das tarefas pode manifestar-se por diferentes motivos, entre eles a tendência para estabelecer ideais perfeccionistas e o medo de falhar ou não ser suficientemente bom.

Na realidade, estas expectativas e medos desajustados tendem a bloquear e a desmotivar, associando-se frequentemente à ansiedade.

Entre a procrastinação e a ansiedade de desempenho já não sabemos onde começou um e começou o outro, sendo muitas vezes importante o apoio de um profissional.

Quando assim é, saiba que um Psicólogo Clínico o pode ajudar a conquistar uma maior flexibilidade, controlo e segurança em si.


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Ansiedade de desempenho

A ansiedade pode expressar-se de diferentes formas, entre elas através da ansiedade de desempenho.

Associada a esta expressão de ansiedade está frequentemente o perfeccionismo. O padrão elevado e, muitas vezes inatingível, de auto-exigência.

Quando nos focamos nestes padrões tendemos a permanecer insatisfeitos com o que alcançamos. Tudo nos parece pouco ou, quanto muito, satisfaz-nos por pouco tempo.

Gradualmente, estes padrões vão descartando a possibilidade de apreciar as pequenas ou grandes conquistas e de estabelecer novas metas, desafiantes mas realistas.

Assim, é natural que a ansiedade face a situações de desempenho seja sentida, mantendo inseguranças e auto-críticas rígidas.

A ansiedade de desempenho pode ser entendida como uma experiência que sinaliza a lacuna de alguns alimentos psicológicos vitais.

É então possível complementar o seu prato com doses mais equilibradas de alimentos como a auto-eficácia, a flexibilidade, a auto-crítica construtiva e o tempo para si.

Se necessitar de ajuda para equilibrar a sua “refeição”, um Psicólogo Clínico pode acompanhá-lo neste processo.


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Ansiedade generalizada

A ansiedade generalizada pode ser considerada uma manifestação de desnutrição psicológica.

Isto significa, de acordo com a roda dos alimentos psicológica, que há um conjunto de alimentos que podem estar em falta no seu “prato”.

A falta destes alimentos, ou a sua presença em quantidades não adequadas às suas necessidades, estão de algum modo a facilitar preocupações e ansiedade constantes, desproporcionais e generalizadas sobre a sua vida.

Associada a estas preocupações e ansiedade está a percepção de ausência de controlo sobre os pensamentos e sentimentos que lhes dão conteúdo e forma.

Naturalmente que perante a aceleração do seu pensamento e dos sentimentos e emoções sentidos como arrebatadores, começa a sentir-se desgastado física e psicologicamente.

Pode sentir-se irritado, impaciente, tenso e com dificuldades em descansar.

Se a ansiedade se tornar generalizada e frequente, dificultando-lhe a experiência de viver na sua capacidade de estar neste momento, um Psicólogo Clínico pode ajudá-lo.

 


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Negociação

A negociação ou cooperação é um alimento psicológico cujas vitaminas nutrem a capacidade de nos relacionarmos connosco e com os outros.

Há momentos em que a cooperar com os outros é vital, tornando-se necessário abandonar posturas demasiado individualistas ou autoritárias.

Quando as mantemos, tendemos a procurar o controlo “absoluto” da situação, desvalorizando o papel dos outros.

Outras vezes podemos ter atitudes demasiado passivas em que abdicamos da negociação, não cooperando, mas antes desresponsabilizando-nos pela escolha ou decisão e desvalorizando o nosso papel.

De forma deliberada ou não, estes comportamentos podem abrir fissuras na comunicação com os outros, facilitando a distância ou a dependência. 

Alimentar-se de negociação implica assim posicionar-se afirmativamente perante os outros, permitindo-lhes também a sua afirmação, chegando a soluções comuns e cooperantes, quando assim fizer sentido.

Ao cooperar, estará a partilhar o controlo da situação, partilhando objectivos, responsabilidades, dúvidas e conquistas.

Por vezes pode tornar-se difícil praticar uma atitude cooperante, ora pela dificuldade em partilhar o controlo e confiar nos outros, ora pela dificuldade em afirmar o seu contributo.

Quando assim é, um Psicólogo Clínico pode ajudá-lo a colocar-se em perspectiva na relação consigo e com os outros.


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Apreciar

Na busca por novas experiências e outros “tempos”, muitas vezes deixamos de viver o que já temos e quem somos.

Deixamos de apreciar este momento, esta experiência, este tempo, voltando a atenção para o que falta, para o momento ideal, para o tempo que há-de vir, para o que era bom.

Apreciar o momento do aqui e agora é um importante alimento psicológico. A sua degustação devolve-nos a experiência de como a vida é um constante devir, uma viagem cujas paisagens e experiências vão continuamente mudando.

E de como cada momento pode ser apreciado, sempre que se permita estar na experiência de viver.

Nem sempre é fácil apreciar o que se tem, quem se é agora, como se está agora. Por vezes, pode ser muito difícil gerir a ansiedade face ao futuro ou ainda ser difícil viver o tempo presente sem uma constante nostalgia do passado.

Quando assim é, saiba que um Psicólogo Clínico o pode ajudar neste processo de conexão à experiência e a si mesmo em cada uma.


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Autonomia

A autonomia, enquanto alimento psicológico, contém nutrientes essenciais à saúde psicológica.

Ser autónomo é também ser livre de pensar e escolher entre as diferentes possibilidades do existir.

A autonomia vai além do pensamento, mas é neste que se planeiam acções e decisões. Necessitamos de autonomia para escolher ser quem somos, cortando cordões umbilicais psicológicos que, de alguma forma, nos constranjam ou limitem.

Praticar a autonomia promove a percepção de eficácia e controlo sobre si e as suas escolhas, facilitando a auto-afirmação.

Assim, a afirmação de si mesmo ajuda-lo-á a ser mais quem é. Mais autêntico e congruente.

Alimentar-se de autonomia implica dosear a necessidade de ser diferente e separado do outro com a necessidade de aproximação, partilha e pertença.

Dosear estas necessidades é um desafio psicológico que começa desde cedo e que se prolonga durante toda a vida, momento a momento.

Nem sempre é fácil geri-lo e, quando assim é, um Psicólogo Clínico pode ajudá-lo a regular a aproximação aos outros com a aproximação a si mesmo.


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Ansiedade social

A ansiedade em situações sociais, quando frequente e intensa, pode ser considerada uma desnutrição psicológica.

Quando assim é, a experiência de ansiedade social pode bloquear ou dificultar a realização de compromissos, objectivos ou necessidades, gerando mal-estar.

O mal-estar associado é sentido através de sensações corporais, como tremores ou suores, pensamentos catastróficos e um medo intenso do julgamento dos outros.

Por forma a evitar este julgamento, o evitamento das situações sociais toma lugar e o medo do olhar dos outros torna-se mais denso.

Para não adensar este medo ou para que este medo não o isole do mundo, pode ser importante nutrir-se com alimentos psicológicos como a flexibilidade no modo como se vê e aos outros, a auto-afirmação e a auto-aceitação enquanto ser humano com qualidades e dificuldades.

Contudo, por vezes pode ser importante a ajuda de um profissional que o guie no caminho de volta ou de descoberta de um sentimento de maior segurança em si mesmo.

Quando assim é, um Psicólogo Clínico pode ajudá-lo.