Catarina Vargues Conceição – Psicóloga Clínica


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Regresso, rotina e mudança

O regresso pós-férias é, para muitos, um tempo de reorganização e de planos renovados.

Chegado este período, há um retorno aos chamados compromissos e às rotinas, por vezes reinventadas, outras vezes mantidas de forma familiar e desejável.

No entanto, nem sempre este regresso é sentido como acessível. Com ele, há muitas vezes a percepção de que voltam assuntos por resolver ou que estes se agudizaram nas férias, ou ainda que a energia recuperada se esgota rapidamente.

Muitas vezes o regresso aos compromissos é também o regresso ao Eu do dia-a-dia. Ao Eu que pode ser reinventado, ou não, sob a forma de mudanças desejadas nas rotinas, nos planos e nas concretizações.

Frequentemente, queremos mudar, mas não sabemos como começar ou podemos até sentir que um ‘pé’ quer mudar e outro não quer.

Na rotina ou na mudança, a questão é: Quão comprometido está consigo mesmo?

Nestas situações, saiba que um Psicólogo o pode ajudar.


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Resistência

As resistências em procurar apoio psicológico.

Procurar apoio psicológico é difícil. Pode ser difícil.

Há os que pensam que a consulta de psicologia é para os “malucos”.

Outros ainda pensam que a psicologia não tem nada para lhes “oferecer”, pois as vivências com as quais se deparam “não são assim tão graves” e que “existem coisas piores”.

Por vezes são as nossas referências, a forma como fomos aprendendo a olhar o mundo, a vivência do que pode ser o bem-estar e o mal-estar.

Por vezes, não queremos mudar, não nos queremos conhecer (mais), ou temos medo.

Todas estas experiências fazem parte da natureza do ser humano.

E é também nessas experiências que a psicologia clínica pode ajudar.

Procurar apoio é difícil. Pode ser difícil.

E não procurar?


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Novidade

A par de outros alimentos, a novidade é um alimento psicológico nutritivo que importa ser lembrado.

Introduzir novidade e mudança é algo que muitas vezes apreciamos e que nos permite quebrar rotinas e percepções de que é “sempre tudo igual”.

Esta novidade é importante pois permite-nos explorar potencialidades e pôr em marcha novas experiências.

Curiosamente, nem sempre estamos receptivos a este lado diferente, que nos levaria a expandir a chamada zona de conforto.

Ficamos numa encruzilhada na qual ninguém mais do que o próprio é responsável pelas suas escolhas. Escolher continuar o velho ou introduzir o novo.

Contudo, muitas vezes, esta não tem que ser uma escolha radical, podendo ser integradas pequenas mudanças nas rotinas, interacções ou actividades que já conhece.

É possível introduzir o novo em pequenas porções, gradualmente, expandir passo a passo e momento a momento para além do que já é familiar.

Estas mudanças podem até estar muito perto de si, se se permitir ver com um olhar diferente as mesmas situações, experiências e circunstâncias.

Cada momento é necessariamente novo e diferente, se atendermos aos seus detalhes, também eles necessariamente diferentes.

Por vezes é difícil ver com outros olhos ou mesmo tomar consciência de que a mudança é, nesse momento, um alimento em falta.

Quando assim é, um Psicólogo Clínico pode ajudá-lo nesta tomada de consciência ou na iniciativa de agir a mudança que realmente quer para si.


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Deixar fluir

O deixar fluir é um alimento nutritivo que deveria figurar na roda dos alimentos psicológica.

Deixar fluir é respeitar e aceitar a constante mudança das coisas, deixando ir aquelas que não pertencem mais ao tempo presente.

É também respeitar e aceitar que não controlamos tudo.

Muitas vezes não aceitamos nem toleramos que as mudanças são parte integrante do viver, tentando evitá-las ou negá-las.

Outras vezes queremos o controlo absoluto da situação ou alimentamo-nos de apreensões face ao que não controlamos.

Neste instante não estamos a deixar fluir. Estamos a bloquear-nos num instante que assim se prolonga muito tempo.

Aceitar o que de agradável e desagradável o momento nos traz pode ser um dos alimentos psicológicos mais agri(doces), embora essencial.

Experimente então deixar fluir, deixando-se estar pacientemente com o que é e está ao seu redor, fluindo com esse momento à medida que este se desvanece e dá lugar a um outro.

Aceite, porção a porção, que certas coisas e mudanças nos proporcionam satisfação enquanto outras nos proporcionam dor. E que outras ainda podem ser um misto de ambas.

Experimente aceitá-las, não fugindo delas nem de si, neste momento, qualquer que ele seja.

Se se sentir bloqueado num instante, de forma prolongada e causadora de sofrimento psicológico, a Psicologia Clínica pode ajudá-lo a deixar fluir o momento.